segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Ponte - Por Cristiane Cardoso

Existem um clamor no mais íntimo de cada mulher. Uma história triste contada, uma frustração para desabafar e um passado que deveria ser apagado.
Há marcas em todos os lugares do nosso coração. Feridas que se tornaram cicatrizes com o tempo. Ninguém entende... E como poderia? Essas marcas são pessoais e profundas. Uma pessoa nunca pode compreender o que está acontecendo no coração da outra. O coração é um lugar desconhecido. Todas as vezes que se ouve uma canção triste ou um comentário específico, é difícil conter as lágrimas que vêm do mais íntimo. Algumas mulheres tentam lutar contra essas lembranças tristes e esquecê-las; contudo, é difícil ignorar cicatrizes tão grandes que praticamente as deixam deformadas. Outras mulheres vivem dia após dia em um estado depressivo constante, como se a vida fosse um fardo com o qual acordam todos os dias.

Por mais que odiemos admitir, toda mulher de Deus passa por sofrimentos na vida. Decepções, feridas, ingratidão, humilhações, desprezo, escárnios e solidão são apenas algumas das situações que passamos durante a nossa vida para que nos tornemos mais fortes e maduras. É como se fosse uma longa ponte danificada que tivéssemos que atravessar para atingir um estado de espírito melhor. Durante a travessia desta ponte nos arranhamos, nos machucamos e, ás vezes, podemos até quebrar uma perna.
No momento em que atingimos o outro lado, nos tornamos mulheres completamente diferentes. Apresentamos cicatrizes por toda parte, mas também temos uma força dentro de nós que somente as nossas próprias experiências podem nos propiciar. Entretanto, nem todas chegam do outro lado da ponte ao mesmo tempo. Algumas atravessam mais rápido do que outras, pois cada vez que caem ou se machucam durante a caminhada aprendem a fazer melhor da próxima vez, sendo mais cautelosas. Outras vivem caindo e se machucando, mas ainda não aprenderam com os seus erros. Desta forma, vivem se atrasando.
Quanto mais forte a mulher for, mais longe ela irá na ponte. Ela cai, como todas caem, mas se recupera rapidamente e continua a sua jornada. Quanto mais inteligente ela for, mais rapidamente chegará à outra extremidade, pois não perde tempo olhando para a maneira como as outras pessoas estão atravessando suas próprias pontes. Quando finalmente atravessamos uma ponte, surge outra bem à frente, ainda mais difícil. Assim é a vida: Ou somos vencedoras ou somos perdedoras. Algumas pessoas gostam de ficar entre as pontes para não se machucarem de novo, porém, não chegam a lugar algum.

Quanto mais cicatrizes tivermos, mais fortes e mais bem-sucedidas seremos. Se evitarmos as cicatrizes nunca seremos aquilo que desejamos, pois tudo o que é bom tem o seu preço – quanto maior, mais cara será.

Na fé,

Cristiane Cardoso

Um comentário:

soraya disse...

realmente existe coisas na vida que se pararmos de caminha sobre essa ponte, nunca chegaremos a nenhum lugar. é melhor quebrar um braço, uma perna e ter forças pra alcançar nossos objetivos, do que ter medo de se machucar ao longo do caminho e ficar parada vendo nossos sonhos sairem disparados na nossa frente, nos deixando para trás.
obreira soraya